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O
PIONEIRO DAS TELECOMUNICAÇÕES
O italiano Guglielmo Marconi
é considerado o pai da Radiodifusão e inventor do primeiro
transmissor de ondas eletromagnéticas, em 1895. Segundo registros da
imprensa da época, no entanto, o crédito desta invenção deveria ser
dado ao padre brasileiro Roberto Landell de Moura que, um ano antes
de Marconi, realizava a primeiras transmissões radiofônicas da
História. |
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Apresentado publicamente em 1894, o transmissor de ondas criado
pelo padre cobria a distância de oito quilômetros, mais do que o
dobro da distância alcançada pelo invento de Marconi, e trazia em
seu sistema duas novidades: o microfone eletro-mecânico e o
auto-falante-telegráfico, que não constavam do sistema italiano.
Roberto Landell de Moura
estudou com o pai as primeiras letras. Freqüentou a Escola Pública
do Professor Hilário Ribeiro, no bairro da Azenha, a seguir entrou
para o Colégio do Professor Fernando Ferreira Gomes.
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Com
11 anos, em 1872, estudou no Colégio Jesuíta de Nossa Senhora da
Conceição, de São Leopoldo-RS, onde concluiu o curso de
Humanidades. Após seguiu para o Rio de Janeiro, onde foi cursar
a Escola Politécnica. Em companhia do seu irmão Guilherme,
seguiu para Roma, matriculando-se ambos a 22 de março de 1878 no
Colégio Pio Americano, após cursou a Universidade Gregoriana
onde, em 28 de outubro de 1886, foi ordenado Padre.
Apesar da invenção do
Guglielmo Marconi ter sido tecnicamente inferior e posterior a
do brasileiro Landell de Moura, foi ele o primeiro a patentear o
transmissor de ondas, em 1896, nos Estados Unidos. Landell de
Moura só fez o mesmo com seu invento em 1901, no Brasil, e em
1904, nos Estados Unidos. Mas aí, já era tarde, e a posição
oficial de criador da Radiodifusão tinha sido ocupada pelo
italiano.
No dia 30 de junho de
2002 transcorreu o septuagésimo quarto aniversário da morte do
Padre-cientista ROBERTO LANDELL DE MOURA, gaúcho, nascido em
Porto Alegre, numa casa de esquina da rua Bragança, hoje
Marechal Floriano Peixoto, com a antiga Praça do Mercado, aos 21
de janeiro de 1861, tendo sido batizado, conjuntamente com sua
irmã Rosa, a 19 de fevereiro de l863, na igreja do Rosário, que
anos mais tarde viria a ser seu vigário. Landell de Moura era o
quarto de quatorze irmãos, sendo seus pais o Sr. Ignácio José
Ferreira de Moura e Sara Mariana Landell de Moura, ambos
descendentes de tradicionais famílias rio-grandenses, com
ascendência inglesa.
Retornou ao Rio de
Janeiro em 1886, residindo no Seminário São José e, neste mesmo
ano, reza sua primeira missa na Igreja do Outeiro da Glória para
Dom Pedro II e toda sua côrte. Em função disso, expôs suas
idéias sobre transmissão do som e da imagem ao Imperador.
Substituiu o coadjutor do capelão do Paço Imperial, mantendo,
ainda, palestras de caráter científico com Dom Pedro II.
No dia 28 de fevereiro
de 1887 foi nomeado capelão da Igreja do Bomfim e professor de
História Universal no Seminário Episcopal de Porto Alegre. A 25
de março de 1891 foi conduzido a vigário, por um ano, na cidade
de Uruguaiana-RS. Em 1892 é transferido para o Estado de São
Paulo, onde foi vigário em Santos, Campinas e Santana e capelão
do Colégio Santana. Em julho de 1901 partiu para os Estados
Unidos da América do Norte. Retornou a São Paulo em 1905,
dirigindo as Paróquias de Botucatu e Mogi das Cruzes. Em 1908
voltou ao Rio Grande do Sul onde dirigiu a Paróquia do Menino
Deus e, em 1916, a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário.
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Padre
Landell foi um dos pioneiros na descoberta do telefone sem
fio, ou rádio, como é hoje conhecido, o precursor da
radiotelefonia, o bandeirante da própria televisão, o
descobridor das Ondas Landellianas. Em 1893, muito antes da
primeira experiência realizada por Guglielmo Marconi, o gaúcho
padre Landell de Moura realizava, em São Paulo, do alto da Av.
Paulista para o alto de Sant'Ana, as primeiras transmissões de
telegrafia e telefonia sem fio, com aparelhos de sua invenção,
numa distância aproximada de uns oito quilômetros em linha
reta, entre aparelhos transmissor e receptor, presenciada pelo
Cônsul Britânico em São Paulo, Sr. C. P. Lupton, autoridades
brasileiras, povo e vários capitalistas paulistanos.
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Tratava-se da primeira radiotransmissão da qual se tem
notícias. Só um ano depois foi que Marconi iniciou as
experiências com seu telégrafo sem fio. Em virtude de
brilhante êxito de suas experiências inéditas, em nível
mundial, Landell obteve uma patente brasileira para um
"aparelho destinado à transmissão phonética à distância, com
fio ou sem fio, através do espaço, da terra e do elemento
aquoso", patente nº. 3.279. Era o dia 09 de março de 1901. O
mérito do Padre Landell é ainda maior se considerarmos que
desenvolveu tudo sozinho. Era dessas pessoas que além do seu
lado místico, integrava em sua personalidade o gênio teórico
e o lado prático para a construção de seus aparelhos.
Ele era o cientista,
o engenheiro e o operário ao mesmo tempo. Consciente de que
suas invenções tinham real valor, o padre Landell partiu com
destino aos Estados Unidos da América, quatro meses depois,
com o intuito de patentear os seus aparelhos.
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Obtém três patentes em Washington, Estados Unidos:
"Transmissor de Ondas" - precursor do rádio, em 11 de
outubro de 1904, patente de nº. 771.917; "Telefone sem
fio" e "Telégrafo sem fio", em 22 de novembro de 1904,
patentes de nºs. 775.337 e 775.846. Nas patentes agrega
vários avanços técnicos como transmissão por ondas
contínuas, por meio da luz, princípio da fibra óptica e
por ondas curtas; e a válvula de três eletrodos, peça
fundamental no desenvolvimento da radiodifusão e para
enviar mensagens. |
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Também em 1904 o Padre Landell
começa a projetar, de forma precursora, a transmissão da
imagem, ou seja televisão e de textos, teletipo, à
distância.
As Ondas
Landellianas, denominadas assim por um jornal de São
Paulo, que em 1900 se ocupou das teorias científicas do
Padre inventor, conquanto sejam, aparentemente, do mesmo
número das Ondas Hertzianas, todavia diferem muito
destas últimas, porque estas são ondas mais ou menos
amortecíveis e produzidas por movimentos vibratórios
elétricos sem Constância nem Uniformidade, que vão pouco
a pouco, decrescendo, ao passo de que as Ondas
Landellianas não estão sujeitas a tais transformações e
são produzidas por movimentos vibratórios elétricos,
cujos valores ondulatórios são CONTÍNUOS e permanecem
sempre iguais. Como bem se verifica, as Ondas
Landellianas desempenham, em seu sistema de telegrafia e
telefonia-sem-fio, o papel de um condutor metálico.
A idéia da
criação desse campo ondulatório através do espaço, além
de ser genial, é de grande alcance prático e científico,
pois já tem sido aproveitado para vários fins. Nela
baseava-se o Padre Landell na possibilidade de
transmitir, também sem fio, a IMAGEM a grandes
distâncias, ou seja, a TELEVISÃO que agora se pratica.
Como
conseqüência das suas descobertas, a Marinha de Guerra
do Brasil, logo no retorno de Landell de Moura dos
Estados Unidos, em 1º de março de 1905 realizava
experiências com a telegrafia por centelhamento, no
encouraçado Aquidabã. Foram usados os aparelhos
patenteados em 1901, no Brasil e 1904, nos Estados
Unidos. A Marinha de Guerra é a pioneira no Brasil, da
radiotelegrafia permanente. |
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Por seu pioneirismo nas
telecomunicações, o Padre Roberto Landell de Moura é
considerado o "Patrono dos Radioamadores Brasileiros".
Na verdade foi o 1º radioamador brasileiro em
telegrafia e fonia.
Em 1907, o
Padre Landell de Moura, sob a designação de "O
Perianto", descrevia minuciosamente os efeitos
eletro-luminescentes da aura humana e sua gravação em
filme fotográfico. Mas, somente em 1939 esse efeito
foi conhecido, na Rússia, sob a denominação de efeito
Kirlian e sua técnica fotográfica. |
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Igualmente, o Padre Landell de
Moura deixou minuciosos relatos dos efeitos da
acumulação da eletricidade no comportamento do corpo
humano, denominando-os "estenicidade", e suas formas
de controlá-los.
Em 1984 a
Fundação de Ciência e Tecnologia - CIENTEC, em Porto
Alegre, construiu uma réplica daquele que pode ser
considerado o primeiro aparelho de rádio do mundo: o
Transmissor de Ondas (Wave Transmitter, patente nº.
771.917, de 11 de outubro de 1904). Esta réplica
encontra-se em exposição no saguão da Fundação
Educacional e Cultural Padre Landell de Moura, na
Av. Ipiranga, 3501, em Porto Alegre - RS.
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Além das ciências físicas,
Roberto Landell de Moura se interessou pela
química, biologia, psicologia, parapsicologia e
medicina, sendo o primeiro cientista brasileiro
com registro internacional de invenção pioneira.
Suas descobertas estão servindo à humanidade até
hoje.
Roberto
Landell de Moura foi Cônego do Cabido
Metropolitano de Porto Alegre. Em 17 de setembro
de 1927 foi elevado, pelo Vaticano, a Monsenhor, e
seis meses antes de falecer nomeado Arcediago,
promoções que lhe foram feitas merecidamente. A
Igreja Católica, reconhecento e apoiando o seu
trabalho como cientista, concedeu-lhe permissão
especial para viajar aos Estados Unidos da
América, onde permaneceu por quatro anos para
patentear seus inventos. Aos 67 anos, no dia 30 de
junho de 1928, sábado, às 17:45 horas, morreu,
abatido pela tuberculose, num modesto quarto da
Beneficência Portuguesa de Porto Alegre, cercado
apenas por seus parentes e meia dúzia de amigos
fiéis e devotados. |
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O Monsenhor
João Emílio Berwanger, pró-vigário geral,
celebrou, no domingo, dia 1º de julho, pela
manhã, na Capela da Beneficência, missa de corpo
presente. Em caráter solene, na Catedral
Metropolitana, às 15:00 horas, foi celebrada a
encomendação, tendo presidido as cerimônias o
arcebispo Dom João Becker, secundadas pelos
monsenhores João Emílio Berwanger, João Maria
Balém, José Barea e Nicolau Marx, e assistidas
por todos os cônegos do Cabido Metropolitano. O
"Libera-me Domine" foi cantado com o
acompanhamento de todo o clero secular e regular
da arquidiocese. O templo estava repleto de
fiéis e lá fora, uma chuva torrencial.
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No Estado de São Paulo,
em 16 de julho de 1992, pela Lei nº.7.957,
assinada pelo Governador Luiz Antônio Fleury
Filho, foi instituída oficialmente a "Semana
Padre Roberto Landell de Moura", a ser
comemorada todos os anos, de 05 a 11 de
novembro.
Nas
comemorações do 1º Centenário da bem sucedida
experiência pública do Padre Roberto Landell
de Moura, acontecida em 1893, foi inaugurado,
em 07 de junho de 1993, às 16:30 horas, na
cidade de Santa Maria-RS, em frente ao
Santuário de Nossa Senhora Medianeira, um
monumento em sua homenagem.
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O Prefeito Municipal de
Porto Alegre-RS, Sr. Raul Pont, em 11 de
outubro de 1999, sancionou a Lei nº. 8.355,
autorizando o Executivo Municipal a erigir
um busto em homenagem ao Padre-cientista
Roberto Landell de Moura, no Belvedere
Deputado Rui Ramos, no bairro Santa Tereza.
Em
03 de novembro de 1999, o Governador do
Estado do Rio Grande do Sul, Ilustríssimo
Sr. Olivio Dutra, sancionou a Lei nº.
11.384, instituindo a "SEMANA PADRE LANDELL
DE MOURA", a ser comemorada de 24 a 30 de
setembro de cada ano. A Semana terá como
motivo reverenciar a memória do
Padre-cientista Roberto Landell de Moura.
A
Lei nº. 8355 e a Lei nº. 11384 foram
elaboradas atendendo a solicitação do
pesquisador e radioamador Ivan Dorneles
Rodrigues - PY3IDR. |

Fonte: QTC Brasil
www.qtcbrasil.com.br |